O ex-vice decorativo e o Congresso que embrulham o estômago

23 de outubro de 2017

Quem cria expectativas demais, se frustra mais rápido. É assim que começa mais uma semana em que o presidente da República, Michel Temer, deve ganhar um salvo-conduto da Câmara dos Deputados para continuar no Palácio do Planalto, mesmo tendo sido acusado de liderar um “quadrilhão”. Temer, que se autointitulou vice decorativo quando ainda era coadjuvante de Dilma Rousseff, disse ser um presidente pronto para entrar para a história. O argumento do peemedebista era, principalmente, a realização de reformas “impopulares”. Na próxima quarta-feira (25), Temer deixa mais uma marca na história. Depois de ser o primeiro presidente da República em exercício a ser acusado de crime comum, Temer se tornou também a responder a uma segunda acusação. Para a sorte dele, a Câmara dos Deputados é tão inocente quanto ele no processo que envolve a Operação Lava Jato. Caminha para o arquivamento essa segunda denúncia contra Temer, dessa vez por formar e liderar um “quadrilhão” para usurpar o dinheiro público por meio de desvios e cobrança de propinas em obras contratadas pelo Estado junto à iniciativa privada. O fim é o mesmo da primeira acusação, quando um assessor do presidente foi flagrado recebendo R$ 500 mil em dinheiro vivo do Grupo J&F. Os deputados consideraram a denúncia feita pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com poucos indícios para avalizar a abertura de uma investigação contra Temer.

 

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