Presidente da Fiocruz diz acreditar na eficácia da vacina contra a Covid-19, que deve começar a ser produzida em dezembro

2 de agosto de 2020

Nísia Trindade de Lima defendeu o rigor científico do desenvolvimento da vacina que será fabricada no Rio. Instituição assinou acordo com a farmacêutica Astrazeneca, que garante 100 milhões de doses da imunização.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disse, neste sábado (1º), em entrevista ao RJ1, que acredita na eficácia da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford em cooperação com a farmacêutica Astrazeneca. Numa escala de 0 a 10, ela deu nota 9,5 para a vacina.

“Dou 9,5 exatamente pelo rigor que nós temos que ter. E por que isso? Baseado num artigo científico e todo o acompanhamento científico que nós temos feito. Agora, a vacina tem que ser combinada a outras estratégias de saúde pública. É muito importante dizer isso. Há que continuar a pesquisa, há que ter uma boa estratégia de imunização e pra isso nós temos um Programa Nacional de Imunização”, disse Nísia.

Na sexta-feira (31), a Fiocruz assinou o termo inédito para a produção da vacina no Brasil. A fabricação será feita pelo Instituto Tecnológico de Vacinas (Bio-Manguinhos) e começará em dezembro.

Em meados de julho, cientistas de Oxford anunciaram que, de acordo com resultados preliminares, a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune no corpo dos voluntários.

A presidente da Fiocruz diz ainda que a vacina é o elemento central no combate à Covid-19, mas não é suficiente para tratar o problema devido à complexidade da doença. Segundo ela, a imunização precisa ser combinada com outros cuidados, como higienização, uso de máscaras e distanciamento seguro.

“Isto é fundamental neste momento. Não podemos descansar dessas medidas”.

O documento assegura a produção no Brasil de 100 milhões de doses da vacina. Ao mesmo tempo, a Fiocruz vai transferir a tecnologia para que o Bio-Manguinhos possa produzir integralmente a vacina no país e não precise importar o princípio farmacêutico da vacina.

“Esse é um fato inédito porque estaremos desenvolvendo a vacina em tempo recorde, porque já havia uma base científica e tecnológica na própria Fiocruz e na Universidade de Oxford, a partir de pesquisas. É uma esperança que vem da ciência”, disse Nísia.

Os testes com a vacina já estão na fase três, a última, que se prolongará até julho de 2021. Segundo Nísia, há previsão de já ter avaliações em novembro ou dezembro, que possam levar ao licenciamento da vacina. Mas, ao mesmo tempo, a fundação já está se preparando para esta produção.

“É importante que a vacina sairá a um custo de dose em torno de R$ 16, e que isto é possível porque estamos seguindo a orientação da farmacêutica, de que neste momento da pandemia a vacina tem de ser vista como bem público. Essa também é a defesa que fazemos para o nosso Sistema Único de Saúde”, disse a presidente da Fiocruz. G1 

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