Serviço de ‘prisão simulada’ para Carnaval de Salvador viraliza: ‘Pediram até caveirão’

18 de fevereiro de 2020

Empresário vítima de pegadinha de amigos revela ‘interessados’ até no exterior

Um serviço nada convencional que oferece a homens casados a possibilidade de passar o Carnaval em Salvador longe da patroa, sem que ela tenha argumento para impedi-los, viralizou e inundou de mensagens o celular do empresário Valber Barbosa Oliveira, 33 anos, que mora em Aracaju.

Segundo o anúncio, replicado em diversas redes sociais com o contato do empresário, o interessado que desembolsasse R$ 3,5 mil seria detido por policiais de mentirinha (mas de forma convincente), na frente da esposa, e só seria solto depois da folia. De quebra, ainda teria direito a hospedagem e regalias na folia baiana.

“Teve um pessoal da Austrália que mandou mensagem, querendo saber se eu atendia internacionalmente. Queriam que fosse prender um pessoal lá na Austrália, e teve muita gente que realmente acreditou”, relata Valber, que é dono de uma empresa que fornece material para cirurgias ortopédicas.

Ao CORREIO, ele contou que a dor de cabeça teve início no final de semana. “Tudo começou no sábado. Eu tava em casa e tinham uns amigos que estavam reunidos em outro local. Aí eles fizeram esse anúncio e enviaram pra mim, com meu número. Aí eu disse ‘rapaz, deixem de palhaçada’, e nem liguei. Achei que fosse ficar só entre os amigos”, lembrou.

A brincadeira começou a ultrapassar as fronteiras de Sergipe depois que alguns “correspondentes” externos entraram na corrente de zoação.

“Um amigo meu que mora em Miami e outro em São Paulo acabaram enviando começaram a colocar nos grupos. Quando foi ontem (domingo), o meu celular não parava. Só chegando mensagens, e o pessoal me ligando. Muita gente me ligando do Brasil todo e todos interessados no pacote, querendo saber como é que funciona”, destacou.

Interessados insistentes

Segundo Valber, apesar de a maioria das mensagens ter sido também em tom de brincadeira, algumas pessoas parecem ter levado a coisa a sério.

“Teve um que perguntou se podia mandar um caveirão porque ele tinha vários amigos. Era pra mandar prender todo mundo. Teve um também que ficou insistindo muito, aí eu falei que estava esgotado, mas ele insistiu, queria negociar, chegou a R$ 4.500. Daí eu parei de responder”, contou, aos risos.

Ainda segundo o empresário, não foram só os homens que embarcaram na onda. “Tem mulheres também mandando mensagem, querendo saber se prende mulher também. (…) Até agora meu celular não para. Se tornou uma coisa que ninguém imaginou. Nem eu e nem meus amigos”, conclui Valber, que não vê a hora de dar o troco nos parças. Correio24horas

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